quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O uso da L-Carnosina no autismo

O impacto da suplementação com L-Carnosina em crianças autistas


Baseado em: http://www.autismparentingmagazine.com/news-benefits-l-carnosine-autistic-children/ 

L-carnosina é um aminoácido que ocorre naturalmente no corpo. As concentrações mais elevadas de L-carnosina são encontradas nos tecidos do coração, músculo e cérebro. A carnosina é classificada como um dipéptido, que é um composto feito de moléculas de aminoácidos que estão ligados entre si. Seu uso pode melhorar a função do lobo frontal no cérebro e as pesquisas sugerem que também é um antioxidante poderoso.
A forma sintética de carnosina está disponível e vendido como um suplemento para ajudar a tratar uma variedade de problemas de saúde. Estas incluem doenças de fígado, câncer, catarata e Alzheimer. Também é comercializado como um nutriente anti-envelhecimento. Alguns médicos e pesquisadores afirmam que a carnosina pode ser de grande ajuda para crianças com autismo.
Pesquisas indicam que a carnosina pode ajudar crianças autistas em uma variedade de maneiras, principalmente no que toca o comportamento da criança e habilidades de linguagem, bem como melhorar a função do sistema nervoso. Estudos têm relatado que as crianças que tomam suplementos de carnosina têm mostrado melhora nas seguintes áreas:
  • vocabulário
  • compreensão da linguagem
  • comunicação
  • socialização
  • reconhecimento de objetos
  • consciência do ambiente
  • habilidades motoras finas
  • processamento auditivo
Um estudo duplo-cego (controlado e com uso de placebo) foi conduzido pelo Dr. Michael G. Chez, et al. No estudo, trinta e uma crianças com autismo entre as idades de três a doze anos foram tratados com um suplemento de carnosina ou um placebo. O estudo durou oito semanas, ao final a maioria das crianças que tomavam os suplementos de carnosina apresentaram melhora significativa em habilidades relacionadas ao comportamento, a socialização e a comunicação. A avaliação do impacto foi realizada tendo como base o Childhood Autism Rating Scale (CARS), a Autism Rating Scale Gilliam (GARS) e Expressive and Receptive One-Word Picture Vocabulary tests (E/ROWPVT). Relatórios apresentados pelos pais das crianças também foram utilizados na avaliação. As crianças que tomavam o placebo em vez da carnosina, não apresentaram impactos positivos. Os pesquisadores afirmaram que, "A suplementação oral com L-carnosina resultou em melhorias tangíveis em comportamentos autistas, bem como aumentos na compreensão da linguagem que atingiram significância estatística."


Fonte: http://nutritionreview.org/2013/04/lcarnosine-autism/





segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Com olhos de uma criança



Dia 05 de outubro BH verá as coisas de um novo jeito.


Acesse e conheça: http://dom662.wixsite.com/olhosdecriancas

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Câmara Hiperbárica (HBOT) no autismo

Café com Conhecimento

Desta vez seu Café com Conhecimento terá a companhia de Dr Wilson Vieira,que nos atualiza sobre Tratamento com Câmara Hiperbárica (HBOT).



Dr. Wilson Albieri Vieira

Médico formado pela Universidade Estadual de Londrina- 1998-2003;
• Clinical Elective em Radiologia St Michael Hospital University of Toronto em 2001;
• Residência Médica em Radioncologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP de 2004 a 2006;
• Programa de "Fellowobserveship" em Radioncologia e Tabagismo: Mayo Clinic School of Medicine, Phoenix, Arizona em 2006;
• Especialização em Medicina Hiperbárica pelo  Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - 2007;
• Doutorado: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - Dezembro 2011;
• Especialização em Pesquisa Clínica: Harvard Medical School - Fevereiro a Dezembro 2011;
• Membro da Sociedade America de Medicina Hiperbárica - Undersea and Hyperbaric Medical Society (UHMS);
• Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (SBMH).

1) Qual a diferença entre as diferentes terapias bio oxidativas e HBOT? 

As terapias bio oxidativas são aquelas em que você estimula as capacidades oxidativas do organismo - que são o stress oxidativo, a produção de radicais livres - que são necessárias para a produção de energia, para a desintoxicação de organismo e para a função do sistema imune. Então toda terapia que visa a estimular ou alterar o stress oxidativo é chamada de terapia oxidativa. Elas agem basicamente estimulando todo o sistema imune e celular, as células de defesa. Acabam agindo diretamente e indiretamente destruindo patógenos como vírus, bactérias, fungos e outros e indiretamente acabam aumentando a oxigenação tecidual, além de levar a um aumento da angiogenese, do crescimento de novos vasos sanguíneos e alterar outras cascatas de metabolismo no organismo. O que difere as terapias oxidativas é o seu potencial de oxidação. O ozônio e o peróxido de hidrogênio são terapias que têm potencial de oxidação maior do que a hiperbárica. O efeito primário da hiperbárica nem poderia ser classificado como terapia oxidativa porque o potencial dela é pequeno. O objetivo principal dela seria a oxigenação mesmo. Como toda terapia que você faz, você depende do momento, não pode nem oxidar de mais nem de menos, então tem o momento para usar o ozônio, tem o momento de usar o peróxido e tem o momento de usar a hiperbárica. Por isso é importante esse momento, de que etapa o paciente está, para poder utilizar. 

2) Qual a diferença entre as câmaras mono e multi? 

A diferença é bem simples. As câmaras monoplace são as individuais, ela é preenchida com oxigênio e o paciente respira o oxigênio diretamente no ambiente da câmara individual. Nas multiplaces geralmente cabem vários pacientes ao mesmo tempo. Ela é pressurizada com ar e o paciente respira o oxigênio diretamente de uma máscara ou de um capuz. Então as multi são mais seguras em termos de incêndio, de riscos de explosão e essas coisas, mas o efeito do tratamento é bem igual, indiferente se é mono ou multi, o efeito é similar. O tratamento é igual, desde que siga todos os protocolos. 

3) O ar respirado é sempre a 100%? 

Não é ar respirado, é oxigênio e oxigênio normalmente  a 100%. Mas, se quiser, pode diminuir a concentração de oxigênio na mistura gasosa que estiver sendo inalada. Teoricamente você usa a hiperbárica com 100% de oxigênio. Se considerarmos o ar comum, ele tem 21% de oxigênio e 78% de nitrogênio, além de outros gases em quantias menores. Durante a hiperbárica você usa 100% de oxigênio. Você pode diminuir se for o caso, mas não é interessante fazer isso. Existem outras misturas gasosas, que são aplicadas mais no mergulho, que misturam hélio e outros gases. Mas isso é mais pra questão de mergulho mesmo, principalmente quando vai em para profundidades maiores, geralmente maiores que 50 metros. 

4) Quanto à pressão, qual é a utilizada para o autismo? 

No autismo a hiperbárica ainda tem caráter experimental. Existem muitas perguntas para as quais ainda não temos resposta e uma delas é essa questão da pressão. Quando se começou a utilizar a hiperbárica no autismo e outras condições neurológicas, começou-se a utilizar uma pressão de 1.5 atmosferas, que é um pouco menor da que a gente usa na pratica clinica, pra infecções e cicatrização de feridas. Mas não tem uma explicação muito lógica para isso não. Quando se lê os trabalhos antigos, a gente acredita que começou a se fazer isso porque eram as câmaras que eram disponíveis na época. Eram câmaras portáteis que só chegavam a 1.5. Parece ser essa a razão de ter se começado a usar essa pressão no autismo. O que a gente viu, na prática clinica principalmente, é que isso acabou tendo um resultado bom, com efeitos colaterais mínimos. 

5) Quantas sessões de HBOT são necessárias para autismo? 

Existem vários protocolos para tratamento de autismo. Não existe um número padronizado, uma receita de bolo, com relação ao número de sessões. Vai depender da experiência, do lugar e da pesquisa que está sendo feita. Em média se utilizam ciclos de sessões. Isso é associado com o controle da alimentação, a retirada de patógenos alimentares, como glúten e lactose, se for indicado. Tem outras medidas que são recomendadas em conjunto com a hiperbárica. Você utiliza 20 sessões, 30 sessões, pára um tempo, retoma. Normalmente esses ciclos duram um mês, com sessões diárias de uma hora, uma hora e meia, depende do protocolo, depois se considera um período de  descanso e esses ciclos são repetidos num universo de 24, 36 meses. Em relação ao numero de sessões, é tudo muito novo ainda então os protocolos que existem são ainda muito empíricos, nada muito com padrão cientifico, não tem nada baseado em evidencias, digamos assim, então vai muito da questão financeira e de disponibilidade, a hiperbárica não é um tratamento disponível em todo lugar, então esses protocolos de 20,30,40 sessões dependerão dessas condições, mas ai tem uma coisa mais fisiológica também ao passo que você vai gradualmente, a razão de você fazer diária as sessões de hiperbárica que você tem uma oxigenação muito grande dentro da câmara mas logo que você sai, a PO2 -que é a pressão do oxigênio a concentração de oxigênio no sangue - já volta ao normal. Mas aquele tempo que a pessoa ficou lá dentro - 1 hora, 1 hora e meia - você consegue estimular todo o sistema imunológico, de cascata e principalmente de formar novos vasos sanguíneos e isso vai se perpetuando ao passo que, acredito que a resposta mínima é de 15 a 20 sessões e com 40 ou 60 sessões você começa a atingir um platô de melhora, ai você precisa dar um tempo, como toda terapia oxidativa, você não fica fazendo muito tempo, então você dá um tempo. É tipo Yin e Yang, são pólos opostos, um pólo positivo e outro negativo, então você tem que trabalhar um tempo no positivo e outro tempo no negativo, assim faz com a hiperbárica também, por isso que os protocolos variam de 20 a 40. Mas a gente não tem essa resposta precisaria de uma pesquisa grande com 200 ou 300 pacientes, um grupo fazendo 20 sessões outro grupo fazendo 40 para ai sim a gente responder essa pergunta dizer qual protocolo é melhor qual não é. Então é muito difícil falar isso hoje, é realmente não temos dados para isso, se 20,30,40 sessões é melhor, a minha experiência que eu tenho com hiperbárica eu acredito que um numero bom seria 30 sessões e dar um intervalo de 6 semanas ou 8 semanas para repetir novo ciclo. 

6) Crianças com deficiência do G6PD podem ser tratadas com câmara hiperbárica? 

Os pacientes com deficiência do G6PD podem, sim, ser tratados com a câmara hiperbárica. No entanto, é bem importante observar o momento no qual a criança ou o paciente se encontra, se é benéfico oxidar de mais ou de menos. Será que o oxigênio vai ser interessante neste momento ou não? Mas não é uma contra indicação para a hiperbárica. As crianças com deficiência do G6PD podem sim ser tratadas com a hiperbárica. 

7) É possível associar outras terapias bio-oxidativas com HBOT? 

Nesta questão temos muitas perguntas e poucas respostas, ainda, para esse tema. Como todas essas terapias ainda são muito novas, você tem uma experiência clinica ainda muito pequena e você não tem grandes universidades por trás ou grandes industrias farmacêuticas a auxiliar. Pelo contrário, não tem interesse nenhum em estudar esse tipo de remédio, de medicações, de produtos químicos. Então a gente acaba ficando com pouca experiência com relatos de casos. Mas em principio pode sim associar. Agora o que é preciso no futuro mesmo é a gente realmente estabelecer qual o beneficio de cada uma, qual o momento de cada uma, como utilizar cada uma. Essas são perguntas que ainda não temos repostas. Só a pratica mesmo, só a pesquisa, a tentativa e o erro, que vão nos revelar essas respostas no futuro. 

8) O uso de antioxidantes é recomendado durante o tratamento? 

Em geral, o uso de antioxidantes não é recomendado durante nenhum tratamento com terapias oxidativas, pois você esta justamente oxidando - a vitamina C, a vitamina E - e isso pode acabar diminuindo o efeito oxidante. Então você tem que saber intercalar bem os oxidantes com as terapias oxidativas. 

9) Existe algum risco na terapia HBOT? 

O tratamento com hiperbárica é um tratamento bem tolerado, tem poucos efeitos colaterais. Os principais são o barotrauma - que é o trauma pela pressão, baro é pressão - e, mais raramente, as convulsões. O barotrauma pode ocorrer nos seios da face ou no ouvido médio. Crianças de até 7 anos não têm os seios da face totalmente desenvolvidos ainda, então não é comum elas terem problemas neles. O mesmo acontece com o ouvido, ela pode ter um desconforto igual a andar de avião, mas é raro isso impedir de fazer o tratamento. A carga de oxigênio recebida durante o tratamento é muito grande e isso pode irritar o sistema nervoso e estimular convulsões. Mas são convulsões benignas que não vão trazer sequela nenhuma. Só você retirando o aporte de oxigênio, a máscara ou diminuindo a pressão a criança ou a pessoa já sai da convulsão. Então é algo bem tranquilo caso aconteça. É raríssimo um relato de convulsões na hiperbárica, em torno de uma convulsão a cada 10.000 tratamentos. 

10) Quais os benefícios que podem ser esperados? 

Entre os pacientes com autismo que fazem hiperbárica, realmente, os pais notam melhoras no comportamento mesmo, na interação , no contato visual, na realização de atividades, na interação com outras pessoas e na diminuição daqueles índices de ATEC, que eu acredito que todos os pais devam estar bem familiarizados. Acredita-se que o autismo tenha um caráter vascular de alguma coisa no nascimento, uma falta de oxigênio, uma hipoxia, durante o nascimento ou em algum período da formação cerebral, que acarrete os sintomas do autismo. Então você oxigenando bem o cérebro da criança, você conseguiria diminuir ou reverter esse dano que a falta de oxigênio causou. Então, o esperado é ter a reversão desses sintomas e uma diminuição no score do ATEC. 

11) A proliferação de fungos, quando do uso da HBOT, é procedente? 

Não existe nenhum relato, na literatura, falando da proliferação de fungos durante o tratamento com a hiperbárica. Pelo contrário, como você está oxigenando as células e tecidos, você está criando um ambiente não muito propício para proliferação de fungos. Então, durante a hiperbárica você não espera isso. Mas é claro que tem outros fatores associados, como a alimentação , o estado do paciente e outras doenças, que podem levar à proliferação de fungos, mas não a hiperbárica em si. Pelo contrário ela cria um ambiente que não é muito propício à proliferação de fungos. 

12) A criança sofre algum tipo de dor ou desconforto durante as sessões? 

Pode existir desconforto em relação ao ouvido. Algum desconforto parecido com o avião ou durante um mergulho numa intensidade um pouquinho maior. Geralmente são crianças acima de cinco ou seis anos que apresentam esse desconforto. Crianças menores, só com chicletes, bala ou mesmo ingerindo líquidos, conseguem, tranquilamente, não sentir nada nos ouvidos. 

13) É possível fazer HBOT em crianças com convulsão? Quais os cuidados? 

O caso de crianças que têm um histórico convulsivo, é uma contra indicação relativa para a hiperbárica. Você tem que tomar um cuidado de fazer uma anamnese detalhada, uma história clinica, verificar a medicação que o paciente esta usando e avaliar risco e beneficio. Ela pode, sim, ter um risco aumentado de ter outra crise convulsiva durante a hiperbárica, devido a esse excesso de oxigênio que ela vai receber lá dentro. Como a pressão utilizada é um pouco menor do que a utilizada em outras terapias, no caso de cicatrização e infecções, a chance de ter convulsões é menor. Eventualmente, se valer muito a pena fazer a hiperbárica, a gente pode usar medicamentos anticonvulsivantes antes da sessão e tem alguns remédios e alimentos que aumentam ou diminuem o potencial oxidativo da hiperbárica. A gente pode dar esses medicamentos ou esses alimentos antes das sessões. Mas normalmente, depende do que for, a não ser que seja uma epilepsia grave ou algo que tenha convulsões frequentes, que é melhor evitar. No caso do autismo associado com convulsões, aí tem que individualizar mesmo. Cada caso é um caso. Não dá para falar de maneira geral. Tem que fazer uma avaliação com a criança, ver o histórico dela, medicações está usando e pesar esse risco/ beneficio. Num geral, não contra indica, mas tem que, sim, tomar cuidado no caso de convulsões. 

14) Poderia explicar a diferença entre as terapias bio oxidativas (ozônio, peróxido, MMS e HBOT) e quando cada uma é indicada? 

As terapias oxidativas são terapias que visam a estimular o sistema de oxidação do organismo. A gente chama de respiração celular. A gente precisa de oxigênio pra viver, e é dentro das células, especialmente na estrutura que se chama mitocôndria, que acontece a respiração celular, onde o oxigênio é transformado em energia. A gente produz energia com o uso do oxigênio. Então todas estas terapias que visam aumentar esse sistema oxidativo, dentro das mitocôndrias, são conhecidos como terapias bio oxidativas. A principal diferença entre elas é o potencial de oxidação que elas vão ter. O MMS, por exemplo, é o que tem maior potencial, dependendo da dose que você usar. Em segundo vem o peróxido, depois o ozônio. A hiperbárica teria um potencial pequeno de oxidação. Mas você não tem que olhar só o potencial de oxidação. Para indicar uma terapia, vai depender do que você quer tratar. Tem situações em que é interessante utilizar algo com grande potencial oxidativo, por exemplo, numa artrite. Algo que tem uma grande inflamação, como artrite reumatoide, dores crônicas , fibromialgia, nesses casos, você tem que ir com mais chumbo grosso. Em outras situações, como o próprio autismo, talvez não seja interessante oxidar tanto. Por isso a hiperbárica, parece, que tem um resultado melhor do que as outras. No geral, assim ainda está muito recente o uso de todas essas terapias - do ozônio, do peróxido, do MMS e da própria hiperbárica. Com a hiperbárica temos uma experiência maior, pois é mais aceita no mundo médico, o convênio já é obrigado a cobrir para algumas situações. Então a gente tem mais dados da hiperbárica. Agora com o ozônio, o peróxido e o MMS, a gente tem menos. Mas no geral vai muito da experiência de cada profissional. Tem gente que prefere o ozônio, tem gente que prefere o peróxido, prefere o MMS. Entendo que o MMS e peróxido são indicados para situações de infecção mesmo, por exemplo, infecções virais, infecções ativas, hepatite C, condições mais difíceis de serem tratadas em que você precisa oxidar mais o organismo. Com o ozônio, a minha experiência é muito boa para dor crônica, fibromialgia, artrite reumatoide, lesões do exporte, infecções de vias aéreas aguda. O ozônio é bem versátil porque você pode usá-lo de várias maneiras: retal, por via inalatória, por via intravenosa, intramuscular, que a gente chama de auto hemoterapia maior. Então ele é bem versátil, você consegue utilizá-lo de varias maneiras. O MMS é o que eu conheço há menos tempo. Já usei algumas vezes em mim, comecei a usar em alguns pacientes. Eu ainda tenho poucas experiências com ele. Tenho lido bastante sobre ele, acompanho o protocolo da Kerri, o uso do MMS no autismo. Eu tenho um sobrinho que começou a usar e a experiência não foi tão boa, então, tudo novo tem que se tomar cuidado. Parece, como tudo que é milagroso, você tem que suspeitar. Algo que serve para câncer e serve para tudo, assim como toda terapia bio oxidativa, parece a coisa mais milagrosa e quando você começa a usar na prática, não é bem assim. Então a gente faz tratamento com todos, algumas vezes o ozônio não resolve, usa o peróxido e não resolve, a própria hiperbárica vários pacientes não respondem, então não tem algo que sirva pra tudo, cada caso é um caso, cada paciente é individualizado, não dá para generalizar. Mas o que a gente pode dizer é isso, é que as terapias bio oxidativas que têm potencial de oxidação maior são muito boas para infecções bacterianas, virais, mais agudas principalmente, o ozônio serve bastante para dor e infecção também mas mais para dores crônicas e a hiperbárica, condições em que o oxigênio está mais desfavorável , por exemplo, lesões por esmagamento, infecção , o próprio pé diabético, cicatrização. E no autismo, com essa questão de poder oxigenar áreas que teoricamente sofreram falta de oxigenação durante o nascimento. Embora o potencial de oxidação seja bem menor, ela tem sim o seu papel em varias situações. Como eu disse, às vezes oxidar demais não e tão vantajoso. Você precisa de algo que não só oxide. Ela pode não oxigenar tanto, mas tem o potencial de oxigenar bastante os tecidos. Por isso que ela é bem útil em varias situações. 

15) Existe o risco da HBOT vir a causar algum tópico de regressão ou dano? 

A hiperbárica é um tratamento bem inócuo, não tem risco nenhum de causar dano ou lesão a qualquer órgão. Mas, infelizmente, a pessoa pode não responder ao tratamento. Em caso de doenças neurológicas crônicas, como trauma cerebral e AVC, onde a pessoa fica com sequela neurológica crônica e também é utilizada a hiperbárica, principalmente nos EUA, os pacientes usam protocolos parecidos com o do autismo. A pessoa faz ciclos de sessões. O que acontece é que ela melhora muito durante o ciclo e tem uma piora da função depois. Ela perde o ganho que ela teve, não vem a regredir o que ela já era no começo . Eu diria o mesmo no autismo. Tem pais que relatam que, durante o tratamento, a criança tem uma melhora importante dos sintomas, melhora muito o ATEC e na hora que para a hiperbárica, regride um pouco essa melhora. Mas nunca vai ficar pior do que começou. Pelo contrário, ela não consegue manter totalmente o ganho, mas ela perde um pouco do que ela ganhou. Porém, mesmo assim, ainda está no lucro. A gente tem visto hoje em dia que na verdade essa piora não é porque parou a hiperbárica, mas é por outras coisas que estão sendo estudadas. A Kerri (Rivera) fala bastante a questão dos alimentos, do glúten, da lactose, da alimentação, da contaminação por vacinas. É uma doença multifatorial, então é difícil você conseguir estratificar, retirar um fator isolado, um agente causador responsável por tudo. Por isso que é difícil você tratar e por isso que diferentes terapias são realizadas e nenhuma é 100% em tudo. Cada criança é uma criança, cada uma tem um problema alimentar diferente, tem uma condição do intestino diferente, então cada criança responde de uma maneira Mas (ter risco) de ter perda do que ela ganhou, de maneira alguma. E também não tem risco nenhum de ter danos, ou qualquer lesão que seja, por causa da hiperbárica. 

16) O excesso de terapia pró oxidativa poderia acelerar o envelhecimento do corpo? 

Com relação ao envelhecimento, seria o contrário. As terapias oxidativas têm ganhado muito papel, dedicação e atenção nos últimos momentos, justamente por terem o potencial de atuar como anti aging, ou seja, anti envelhecimento. Tudo vai depender de quanto você oxida, de mais ou de menos. Se você oxidar na medida certa você estaria impedindo o envelhecimento, se você oxidar de maneira acentuada você vai, é claro, causar o envelhecimento. Funciona bem análogo ao esporte. A gente vê muito isso no esporte de alto rendimento, no esporte de elite. Por exemplo, o Phelps, ele é muito forte, muito saudável . Agora, você pega um maratonista, que faz muito volume de exercícios. Ele é o melhor exemplo, é uma pessoa envelhecida, parece doente, porque faz muito excesso de volume, excesso de corrida e então oxida demais as células. Então ao invés do exercício fazer bem, ele acaba fazendo mal e envelhecendo a pessoa. É o mesmo com as terapias oxidativas: se você usar demais, vai acontecer igual ao esporte, você vai acabar envelhecendo. Mas se utilizar na medida certa você vai, sim, se tornar uma pessoa saudável e até impedir esse envelhecimento. 

17) A pressão da HBOT interfere no tratamento com células tronco? 

O tratamento com hiperbárica não interfere com células tronco, pelo contrario a hiperbárica estimula a medula óssea a produzir todas as células do sangue que são produzidas pela medula óssea, ela hipoteticamente potencializa os efeitos da terapia com células tronco, ainda é uma coisa bem experimental também , a gente não tem muitos dados ainda da células tronco, alguns pacientes relatam boas melhoras outros nem tanto, como tudo que ta surgindo de novo, a gente está aprendendo também com as células troncos, mas é possível sim e até bem desejável combinar essas terapias, como a células tronco o próprio PRP que é o Plasma rico em plaquetas, que são variações da células tronco. E bem interessante você combinar essas terapias, hiperbárica o próprio ozônio, junto com PRP e células tronco é bem interessante, não impede pelo contrario é até benéfico. 

18) Quais tratamentos devem ser evitados concomitante com HBOT? 

Bom os tratamentos que devem ser evitados são todos os tratamentos que vão na contramão, então você tem uma terapia oxidativa e tem que evitar utilizar os contrários que são os anti oxidantes, geralmente não é recomendado usar terapias anti oxidantes, junto com as terapias oxidativas , é bom geralmente sempre estar intercalando mas tudo dependo do caso de qual a substancia que esta sendo usada, dependo do potencial,como a hiperbárica não é muito oxidativa, dependendo da substancia que for utilizada nem tem muito problema , você não vai cortar o efeito da hiperbárica, digamos, mas é sempre bom ter um profissional experiente que ta fazendo o tratamento e saber dosar bem essas duas terapias, mas num geral tem os cuidados da alimentação e outras coisas que não são muito restritivas durante a hiperbárica.

19) O Sr acredita na função de produção de células estaminais pela HBOT? 

Com relação as células estaminais a gente divide ai em embrionárias e não embrionárias, A hiperbárica ela age sim estimulando aumentando a produção das células na medula óssea, agora as células não embrionárias essa é mais difícil de conseguir diferenciar se bem que as pesquisas recentes tem mostrado que isso é possível, ate produzir novas células do sistema nervoso por exemplo, então é daí que a gente se agarra, nessas doenças neurológicas crônicas, acho que essa vai ser a grande chave para o futuro, como ativar essas células da melhora maneira e conseguir reparar o dano que foi causado no sistema nervoso, mas com eu disse a gente esta muito no embrião destas pesquisas, então tem muita coisa que agente não sabe, como funciona, de como a gente pode realmente manipular essas células, mas a hiperbárica representa um grande potencial, já tivemos vários casos, trabalhos e estudos demonstrando como que a hiperbárica age na medula óssea, então ela tem um grande potencial sim de agir nesse tipo de célula e tipos de tratamento com a células tronco, com o PRP e outras modalidades que usam essas células embrionárias , as células primitivas como base de tratamento. 


20) Caso haja intoxicação por mercúrio, é preferível baixar esse nível com quelação antes da HBOT?

Com certeza qualquer intoxicação por metal pesado, mercúrio, alumínio ou outros metais é bem interessante sim, se estiver disponível fazer a quelação. Qualquer desintoxicação que puder ser feita antes da hiperbárica vai ser benéfica. Então é desejável sim que faça tudo que for possível e que tiver acesso antes de começar.

21) Qual o melhor momento para fazer HBOT? 

O melhor momento para se fazer a hiperbárica, essa é a grande questão não só a hiperbárica mais todas as terapias oxidativas, qual é o momento de fazer? O que a gente tem visto hoje, no autismo uma coisa que a gente aprendeu que não é só ir la e colocar a criança na hiperbárica, tem esse momento, o que a gente já sabe hoje, o autismo esta muito relacionado com a disbiose, uma inflamação crônica importante, e tem se discutido bastante também essa questão nutricional, alergia a certos alimentos, então quando você ta muito inflamado não adianta começar a hiperbárica, você precisa fazer uma desintoxicação antes, não só para hiperbárica mais para as outras terapias oxidativas

22) É necessário fazer algum exame antes de fazer HBOT? 

Não é necessário realizar nenhum exame para a criança, principalmente antes de fazer a hiperbárica, existem muito poucas contra indicações para o tratamento. Geralmente são drogas para o tratamento de câncer que contra indicam fazer o tratamento, pneumotórax não tratado que é quando você tem ar entre o pulmão e a pleura que é uma membrana que cobrem os pulmões, mais geralmente isso é traumático, a não ser crianças e adolescentes que tenham o histórico de pneumotórax espontâneo, ai você tem que fazer um raio x antes, e pessoas portadoras de cardiopatias, doença do coração tem que fazer uma investigação cardiológica, mais como criança é mais raro isso é difícil ter que fazer alguma coisa. No caso de crise convulsiva foi o que eu já disse ontem , cada caso é um caso, tem que individualizar mesmo , é uma contra indicação que a gente chama de relativa, não impede de fazer o tratamento mas a gente tem muitas síndromes que causam convulsões então você tem síndromes muito graves que convulsiona toda hora , a síndrome de West, essa sim é muito difícil de tratar, e outras causas menos comum e mais benigna como a própria convulsão febril, se a criança teve uma convulsão febril isso não impede ela de fazer a hiperbárica, então tem que ser algo bem individualizado mesmo, caso a caso, uso de medicações, e mesmo em casos mais graves de epilepsia e convulsões a gente pode usar medicações profiláticas pra fazer, tudo vai pesar o risco x beneficio, se vale a pena ou não tratar, e qual a historia clinica, que medicações usam e essas coisas.




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